Movimento aponta riscos ambientais e no trânsito. Cetesb informa que o estudo do empreendimento segue em análise e que ainda não recebeu formalmente a manifestação do grupo.
Um movimento formado por moradores e entidades de Cubatão pediu que a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) rejeite a licença prévia para um condomínio logístico projetado na Ilha do Tatu, área próxima à interligação das rodovias Anchieta e Imigrantes.
O empreendimento prevê um pátio com mais de mil vagas para caminhões. A proposta é conduzida pela empresa Condilog Operações e depende do processo de licenciamento ambiental.
O que preocupa os moradores?
Segundo o movimento, a instalação do pátio poderá aumentar o fluxo de veículos pesados e afetar áreas de vegetação, cursos d’água e atividades ligadas à pesca e ao turismo.
Um dos representantes da mobilização, Leandro Silva de Araújo, da Sociedade de Melhoramentos do Jardim Casqueiro, afirmou que a reivindicação foi elaborada após a apresentação do estudo de impacto ambiental do projeto.
As preocupações apresentadas são questionamentos do grupo e ainda não representam conclusão definitiva do órgão ambiental.
Qual é a situação do licenciamento?
Em resposta à reportagem de A Tribuna publicada nesta quarta-feira (4), a Cetesb informou que o estudo ambiental do empreendimento está em análise técnica e que, até aquele momento, não havia recebido formalmente a manifestação contrária do movimento.
A Autoridade Portuária de Santos declarou que aguarda a decisão do órgão licenciador e que o projeto seguirá as etapas exigidas pela legislação. A Prefeitura de Cubatão informou que acompanha o processo e já apresentou outra área como alternativa.
O licenciamento, portanto, não foi rejeitado. Há uma solicitação de moradores para que isso aconteça, enquanto o estudo e as manifestações seguem em avaliação.
O caso envolve um debate sobre logística, geração de atividade econômica e possíveis efeitos ambientais e viários na região.
