Fundo Social amplia parcerias para fortalecer atendimento a famílias em vulnerabilidade em Mongaguá

Iniciativa busca unir Prefeitura, entidades, igrejas, ONGs e voluntários para ampliar o alcance das ações sociais no município

O Fundo Social de Solidariedade de Mongaguá está ampliando a rede de parcerias com entidades, igrejas, ONGs e grupos que já desenvolvem trabalhos sociais no município. A proposta é unir esforços para que doações e ações de solidariedade cheguem a um número maior de famílias em situação de vulnerabilidade.

Na terça-feira (2), o Fundo Social esteve no Projeto Agente de Milagres, no bairro Flórida Mirim, onde foram entregues roupas, mantas e alimentos. Parte dos alimentos será utilizada na preparação de marmitas distribuídas pelo projeto.

As roupas e os agasalhos foram arrecadados em pontos comerciais da cidade, enquanto parte dos alimentos e das mantas foi obtida por meio de outras doações.

À frente do Fundo Social há cerca de um mês, a assistente social Luciana Zangirolame destacou a importância de fortalecer a parceria com instituições que já conhecem de perto a realidade das comunidades.

“A Prefeitura não tem braços para caminhar sozinha. Precisamos das entidades, das igrejas, da sociedade e de todos que tenham um coração solidário. Estamos aqui em nome da nossa prefeita Cristina para cuidar e amar essas pessoas”, afirmou.

Segundo Luciana, o objetivo é estabelecer novas parcerias com instituições e pessoas que desenvolvem trabalhos sociais no município.

“Como Fundo Social, queremos dar esse apoio, colaborar e sermos parceiros para que esse trabalho alcance mais pessoas”, completou.

Projeto atende cerca de 150 famílias

Coordenado por Sandra Ferreira Félix de Araújo e ligado à Igreja Metodista Wesleyana, o Projeto Agente de Milagres atua desde 2017 e atualmente acompanha aproximadamente 150 famílias cadastradas, principalmente dos bairros Areião e Flórida Mirim.

Além da coordenadora, duas assistentes sociais e outros voluntários participam das atividades semanais.

O projeto oferece cursos de barbeiro, cabeleireiro, balé e reforço escolar. Atividades de costura e pintura em pano de prato estão temporariamente suspensas devido à falta de recursos para aquisição de materiais.

“São pessoas que eu conheço, a maioria pelo nome. Elas me conhecem. Dependemos das doações para continuar esse trabalho”, explicou Sandra.

O projeto também promove bazares solidários, com recursos destinados às próprias ações sociais, além de receber doações de integrantes da igreja e de parceiros.

Entre as atividades desenvolvidas estão ainda visitas e acompanhamento de moradores de lares de idosos nos bairros Jussara e Loty.

Sandra também agradeceu pela parceria com o Fundo Social e destacou a importância da união entre o Poder Público e a sociedade civil.

“Queremos aumentar essa parceria e estamos à disposição do Fundo para fazer um trabalho conjunto entre a sociedade civil e a pública, para que a gente possa abençoar vidas”, afirmou.

Doações chegam às famílias

Entre os moradores atendidos pelo projeto está Ellen Siqueira, de 29 anos, moradora do Areião e mãe de três filhos.

Frequentadora do Agente de Milagres há bastante tempo, Ellen já participou como modelo em uma atividade do curso de cabeleireiro. Na ação desta semana, recebeu roupas, uma manta, marmitas e um pacote de SUSTAGEN destinado às crianças.

O marido conseguiu um emprego recentemente, e Ellen espera que a nova oportunidade represente o início de uma fase de maior estabilidade para a família.

As marmitas distribuídas pelo projeto seguem o critério de uma unidade por pessoa, incluindo crianças com mais de sete anos.

Outro atendido é Jorge Augusto Cerlini, de 45 anos, morador do Areião. Ele conta que viveu em situação de rua durante cerca de dez anos e conseguiu deixar as ruas em 2020.

Atualmente, Jorge mora sozinho com sua cachorrinha e realiza trabalhos informais, principalmente com materiais recicláveis, além de buscar oportunidades em outras atividades.

Sem fogão em casa, ele prepara a própria alimentação em um fogão a lenha improvisado. Na ação realizada pelo projeto, recebeu três camisas, uma manta e uma marmita.

“Eu estava sem cobertor e tudo isso ajuda, porque a gente que vive do lixo ganha pouco e às vezes não consegue comprar uma carne, comprar um feijão”, relatou.

Jorge também aguarda a retomada de um benefício social e procura oportunidades de trabalho, principalmente como ajudante de pedreiro.

Fortalecimento da rede de solidariedade

Para o Fundo Social, a aproximação com entidades que já possuem vínculo com as comunidades é uma forma de ampliar a efetividade das ações.

“Estamos aqui colaborando com esse trabalho lindo que essa entidade está fazendo. Os alimentos que trouxemos vão ajudar na confecção das marmitas. É uma forma de somar forças e fazer com que a solidariedade chegue a mais pessoas”, destacou Luciana.

A proposta do Fundo Social é ampliar a rede de apoio e estabelecer novas parcerias com entidades, igrejas, empresas, voluntários e organizações da sociedade civil.

A expectativa é que a união dessas iniciativas permita ampliar não apenas a distribuição de auxílios emergenciais, mas também oportunidades de capacitação e inclusão para as famílias atendidas.

Fotos: Dyego Gonçalves

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