Recursos serão destinados ao planejamento da microdrenagem e à elaboração de planos voltados à adaptação climática e arborização urbana
Mongaguá garantiu mais de R$ 845 mil em investimentos para projetos de drenagem urbana e enfrentamento das mudanças climáticas. Os recursos foram aprovados pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO) e incluem cerca de R$ 771 mil em repasses estaduais e aproximadamente R$ 75 mil de contrapartida do município.
A aprovação final ocorreu na quarta-feira (26 de agosto), durante reunião do Comitê de Bacias Hidrográficas da Baixada Santista (CBH-BS). O município foi representado nos encontros pelo gestor de Convênios, Ricardo Ferreira, atual vice-presidente do GERCO-BS.
Um dos projetos prevê a elaboração do Plano de Microdrenagem Urbana e dos projetos executivos das bacias dos Canais 6 e 7. O investimento será de R$ 449.961, sendo R$ 425.214 provenientes do FEHIDRO e R$ 24.747 de contrapartida da Prefeitura.
A região beneficiada concentra aproximadamente metade da população de Mongaguá.
Plano vai mapear pontos críticos de alagamento
De acordo com Ricardo Ferreira, o trabalho incluirá levantamentos de campo, atualização do cadastro da rede de drenagem, diagnósticos hidrológicos, identificação de problemas de vazão e definição de intervenções para curto, médio e longo prazo.
O estudo também deverá priorizar soluções sustentáveis para reduzir os impactos das chuvas, como reservatórios de retenção e áreas destinadas à infiltração da água.
Além do levantamento técnico, serão elaborados projetos executivos que poderão servir de base para futuras obras de engenharia no município.
Adaptação às mudanças climáticas
O segundo projeto terá investimento de R$ 396 mil, sendo R$ 346 mil do FEHIDRO e R$ 50 mil de contrapartida municipal.
Os recursos serão utilizados na elaboração do Plano Municipal de Adaptação e Resiliência às Mudanças Climáticas (PMARC) e do Plano Municipal de Arborização Urbana (PMAU).
Segundo Lucas Cavalheiro, coordenador de Licenciamento do Meio Ambiente, o PMARC deverá identificar as principais vulnerabilidades e riscos climáticos de Mongaguá, integrando áreas como recursos hídricos, drenagem, infraestrutura, defesa civil, saúde, habitação e meio ambiente.
A proposta é estabelecer metas, indicadores, programas de monitoramento e diretrizes para aumentar a proteção da população diante de eventos climáticos extremos, como ressacas, tempestades e erosão costeira.
Estudos podem ajudar na captação de recursos
Para o secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Alexandre Barril, a elaboração dos estudos é uma etapa importante para transformar os dados técnicos em futuros investimentos.
“A aprovação desses projetos no FEHIDRO garante que Mongaguá trabalhe com embasamento técnico e científico. Não se trata apenas de estudos no papel, mas de ferramentas fundamentais para captar novos investimentos estaduais e federais para obras de maior porte, combater alagamentos de forma efetiva e proteger nossa população diante dos desafios climáticos do futuro”, destacou.
Os dois projetos têm prazo de execução de 12 meses, contados a partir da emissão da ordem de serviço.
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